Bom meu espaço aqui chegou ao fim....estou no http://noproblems2.zip.net
Aguardo vcs lá....
Grande beijo
Pedindo uma Pizza em 2009
Luiz Fernando Veríssimo
- Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...
- Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
- Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.
- Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Av. Paes de Barros, 1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566.
- Cliente: Como você conseguiu essas informações todas?
- Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...
- Cliente: O quê?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
- Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?
- Telefonista: Por que que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight,com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
- Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?
- Telefonista: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h,onde permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
- Telefonista: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos,pode ter certeza.
- Cliente: Quanto é?
-Telefonista: São R$49,99.
- Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado
- Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo no banco.
- Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- Cliente: (Silêncio)
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não, é só isso... não, espere... não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!
- Telefonista: E machucar o joelho? O Sr. mora no andar térreo!
Streap-tease
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer.
Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás.
Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis.
Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou.
Ele perguntou o que poderia fazer por ela.
A resposta: sem preliminares.
Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
" Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade.
Você é a pessoa mais especial que já conheci.
Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas,
mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade.
Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto ".
" Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem.
Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca
é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto,
cada deslumbramento que tenho é com você que sinto.
Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
" Eu beijo espelhos, abraço almofadas,
faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento,
e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes,
como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou ".
" Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém
que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe,
sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei ".
" Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim.
A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito,
que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil.
Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto,
e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui ".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Martha Medeiros


Agarrar os sonhos.Foto de Rui Gonçalves
Martha Medeiros
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"Cura tudo"
(o autor morreu de cirrose) |

Casamento na Igreja
Tem gente que acha careta, tem gente que acha um luxo. A verdade é que ninguém é indiferente a uma cerimônia de casamento realizada na igreja, com direito a tapete vermelho, marcha nupcial, véu e grinalda. A maioria das garotas sonha com esse momento, o de ser entregue ao noivo pelas mãos do pai e de vestido branco, mesmo que essa simbologia tenha perdido o significado. Os futuros cônjuges podem estar dividindo o mesmo teto há meses e até ter um filhinho, quem se importa? A verdade é que casamento na igreja é um rito de passagem, um momento de bênção e de satisfação à família, aos amigos e à sociedade. O amor pode prescindir desse ritual todo, mas um pouco de pompa e circunstância não faz mal a ninguém.
Já que o casal optou pelo sacramento do matrimônio e quer fazê-lo diante de Deus, o mais seguro é não inovar. Nada de entrar na igreja sob os acordes da trilha sonora do Titanic, casar de vermelho e decorar a igreja com cactus. Você não está numa passarela do Dolce & Gabanna, está na capelinha da sua paróquia: Mendelssohn, velas, copos-de-leite e uma boa Ave-Maria na saída, quer coisa mais chique e inatacável?
Se eu tivesse casado na igreja seria a mais convencional das noivas. Só uma coisa eu tentaria mudar, ainda que levasse um sonoro não: o sermão do padre. "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até os fins dos seus dias?" Nossa, não é tempo demais? Bonito, mas dramático. Os noivos saem da igreja com uma argola de ouro no dedo e uma bola de chumbo nos pés. Seria mais alegre e romântico um discurso assim:
Ela: "Prometo nunca sair da cama sem antes dar bom-dia, deixar você ver os jogos de futebol na tevê sem reclamar, ter paciência para ouvir você falar dos problemas do escritório, ter arroz e feijão todo dia no cardápio, acompanhar você nas caminhadas matinais de sábado, deixá-lo em silêncio quando estiver de mau humor, dançar só pra você, fazer massagens quando você estiver cansado, rir das suas piadas, apoiá-lo nas suas decisões e tirar o batom antes ser beijada".
Ele: "Prometo deixar você sentar na janelinha do avião, emprestar aquele blusão que você adora, não reclamar quando você ficar quarenta minutos no telefone com uma amiga, provar a comida tailandesa que você preparou, abrir um champanhe no final de tarde de domingo, assistir junto o capítulo final da novela, ouvir seus argumentos, respeitar sua sensibilidade, não ter vergonha de chorar na sua frente, dividir vitórias e derrotas e passar todos os Natais do seu lado".
Sim, sim, sim!!!
Martha Medeiros
Para as minhas amigas solteiras e bem resolvidas....O lado bom de estar em nossa companhia..
Agruras e delícias de viver com o semelhante.
Oscilo entre adorar e detestar morar sozinha.
Esse desequilíbrio começou quando me separei do meu primeiro marido.
No começo, o alívio. A sensação de liberdade.
De ocupar sozinha uma cama inteira de casal. Dormir de meia. (Sempre morri de frio nos pés.)
Ver o que quisesse na televisão. Desligá-la quando bem entendesse pra ler um livro sem ter que aturar aquele som insuportável.
Abraçar todos os travesseiros. Dormir de camiseta furada. Acender a luz no meio da noite pra ler mais um capítulo.
Ligar para aquela amiga que não dorme nunca e fofocar.
No dia seguinte, dispensar a empregada, tomar café sozinha, na bandeja, na hora e no local que quisesse e ler o jornal sem ter que falar com ninguém.
Não pensar em cardápio. Nem pro almoço nem pro jantar.
Pedir comida natural, comer congelado do Riva ou o que tivesse vontade, quando tivesse vontade.
Não trancar portas e ficar horas na banheira sem dar satisfações, nem ter que gritar lá de dentro que "não morri, só estou curtindo!". Não ter horário pra nada. Sair quando desse na veneta.
Enfim, viver intensamente o sonho de outra vez ser solteira no Rio de Janeiro.
A coisa só pegou quando apareceu a primeira barata. De chinelo em punho ameacei o bicho, imaginei com horror o barulho de suas vísceras se esmigalhando, vislumbrei suas entranhas se abrindo, observei seus bigodes desorientados em busca de uma salvação, suas patas me suplicando a vida e me senti uma assassina. Foi quando finalmente pensei:
- E se ela tiver sido minha avó numa encarnação passada?
Joguei o chinelo longe e procurei espantá-la o mais gentilmente possível.
E quando ela, rapidamente, entrou debaixo da cama, peguei meu travesseiro e o cobertor e me mudei pro escritório, no andar de cima, morrendo de saudades da vida de casada.
Depois foi o carro que morreu, assim de repente, na esquina.
Morreu de quê, meu Deus? Ainda ontem estava tão bem.
Então chamei um amigo, porque carro, gente, é coisa de homem.
Que me desculpem as feministas, mas há coisas que são de homem, outras, de mulher.
Carro, barata, ladrão, são coisas pra macho, o resto a gente encara.
Se bem que, diante do primeiro fantasma que apareceu lá em casa, liguei pro meu primo, que veio em meu socorro, e também ficou paralisado quando o viu. Pra ser mais precisa, viu, não - ouviu uma coisa inexplicável bater em todas as portas ao mesmo tempo como se fosse derrubá-las. Minha filha pequena chorando, o cachorro rosnando, um sufoco.
Acho que foi depois disso que casei de novo. E achei tão bom compartilhar a cama de casal, ver filme juntos na televisão, comentar o livro, tomar café da manhã na varanda, trancar a porta do banheiro e sair de dentro dela toda bonita, sem camiseta furada nem meia de lã!...
Até que tem uma hora que não agüento mais. Volto à fase camiseta, meia. Então tentamos a solução mágica: morar em casas separadas. Mas aí chegou uma hora que também não deu. Voltou a saudade do silêncio, o horror de ter que ver futebol (porque homem não fica sozinho, né?), o pavor de ouvir os gritos de "gol" ou de um palavrão sonoro. Então inventamos a "segunda sem lei", um dia da semana em que cada um sairia com os amigos que quisesse, pra fazer o que quisesse.
Mas aí veio o ciúme:
- Saiu com quem? Fez o quê?
E homem nunca diz a verdade, né? Deve ser um defeito de fábrica... Então, pensei: afinal de contas, será que mulher foi feita pra viver sozinha ou com o seu semelhante? Porque eu agora estou numa fase de encontrar semelhantes, mas na rua. Acho que porque semelhante, mas semelhante mesmo, ali na batata, eu nunca encontrei não. Além do que atualmente não estou me assemelhando a ninguém, voltei pra fase camiseta - meia e um caquinho de Lexotan pra dar um distanciamento brechtiano no mundo. Um paraíso. Se tivesse que ver futebol, me matava.
Quando você mora sozinha, também tem o seguinte: as coisas não saem do lugar. As Bics permanecem ao lado do telefone, os óculos, na gaveta, o jornal, na sala, o xampu no box, a internet fica livre, o telefone, no gancho. Mas, quando a gente tem um semelhante, ele gosta das mesmas coisas que a gente, precisa das mesmas coisas que a gente, na mesma hora que a gente, e aí não há Bic que resista, internet que agüente, xampu que dê conta de um semelhante...
Ando numa fase pra dentro. Adorando ficar quietinha. Está tão bom que as baratas me respeitam, vão direto pro escritório, ao invés do quarto, e os fantasmas têm sido delicados e não esmurram mais a porta... Outro dia um deles, assim que cheguei em casa, sem saber o que ler, jogou o Tesouro da Juventude, que foi da minha mãe, no chão, aberto em Alice no País das Maravilhas. Será que algum semelhante faria essa gentileza em vez de assistir a futebol?
Maria Lúcia Dahl
PS.Caso tenha errado a autoria do texto , me informem , para que eu dê os devidos créditos.

Descaso,desleixo ou indiferença?!?!?!
Um link maravilhoso da minha cidade linda....vá clicando no céu,onde desejar , fica ainda mais bonito!!
http://geocities.yahoo.com.br/megaledesign/
Para os que irão para a balada no final de semana , algumas dicas dos tipos que vc encontrará:
MULHERES NAS BALADAS
1. A "TÔ ME ACHANDO":
Ela vai com uma roupinha "eu me amo, sou gostosa...me olhem,me olhem,ME OLHEM!!!". A tal roupinha pode ser um top, corpete, uma saia curta... Ela normalmente desfila pelo bar,mas quando vai para a pista...cuidado!!!!!
Você pode levar uma chicoteada de seu cabelo achapinhado jogado de um lado para o outro. Para não dançar sozinha, normalmente ela leva uma "amiga- INHA", que é descartada assim que o primeiro MAROMBADO se aproxima.
2. A AMIGA-INHA:
Engloba as feinhas, sem gracinhas, gordinhas, bobinhas,demais variações.
Ela fica pajeando a amiga "TÔ ME ACHANDO" ou aparece com seu bando de inhas". Essa espécie passa a noite com um sorriso-otário na cara. Tudo que qualquer um fala é motivo para uma risadinha. As "inhas" também vivem olhando para todos os lados, na esperança de que alguém esteja interessado ou então, para identificar um "paquera" platônico que será o tema das 350 incursões ao banheiro feminino.
3. A PÔRRA-LOCA:
É aquela que já chega mamada na festa e está sempre com uma bebida em uma mão e um cigarro na outra. Ela ruma para a pista onde faz movimentos grogues, queimando a mão dos outros com seu cigarro, derrubando sua bebida para todos os lados, empurrando todo mundo e... no final da festa vomita em cima de algum passante. Mas, claro, que antes disso ela também é responsável por barracos no banheiro, onde suas amigas tentam desesperadamente controlá-la.
4. PESSOAS EM DIA "FUN FOR ME":
Essa espécie é rara. Suas vestimentas passam longe de salto agulha e roupas "i'm too sexy". Ela certamente vai ficar 80% da noite dançando até se acabar sem se preocupar com o cabelo, a maquiagem ou o mico de um passinho mega-ridículo. Os outros 28% da noite estará bebendo (70% H20 e refrigerante) e os 2% restante no banheiro para jogar H2O na cara e voltar para a pista.
HOMENS NAS BALADAS
1. O MAROMBADO:
Esse tipo provavelmente estará trajando a camiseta justinha.Isso porque ele precisa mostrar cada centímetro de seu bíceps,conquistado com horas de academia e suplementos alimentares de cavalo. Ele é um tipo armário e tá se achando, portanto, quando vai para pista...saiam de perto! Com um gingado de madeira-de-lei, ele "dança" executando séries e mais séries de movimentos com os braços.. Passará a noite fazendo essa dança ao redor da "TÔ ME ACHANDO".
2. O TOPETE+CAMISA:
Balada para esse tipo é dia de vestir essa combinação basica! Penso que essa moda só pode ter sido lançada com algum tipo em propagandas como as marcas BOZANO e STUDIO LINE L'OREAL. O fato é que este tipo, também Conhecido como mauricinho, segue esse estilo como se fosse membro de uma seita. Anda em bandos e todos seguram uma bebida enquanto ficam em rodinhas babando para as "TÔ ME ACHANDO", zoando as "PORRA-LÔCA" e fugindo das "AMIGA-INHAS". Esse tipo fica grande parte da noite passando a mão no topete, arrumando os fios rebeldes enquanto finge estar curtindo a balada com a galera da seita.
3. O PSEUDO-INTELECTUAL DA BALADA
Esse é aquele que, como TODO HOMEM, avalia as mulheres pelo quesito BPPC (bunda, perna, peito, cara), mas...tem a cara-de-pau de chegar junto, secar seu decote e falar: "Oi... você leu o último livro do Saramago? ". Esse tipinho não vai para a pista. Afinal, Ele curte mesmo é...JAZZ!!!! Obviamente ele acha que o Jô Soares é o maior músico de jazz do mundo! Enfim, esse pseudo-intelectual-man passa a noite no bar bebendo...uísque, porque cerveja é muito povão! Como na maioria dos casos ele é desprovido de beleza, tem de arregaçar as mangas para mostrar seu rolex novinho e ver se sua "intelectualidade" chama a atenção de alguma nota A em BPPC.
4. O AFOBADINHO ALCOOLIZADO
Esse tipo são os tímidos, tiozões (de 18 a 60 anos, porque estilo tiozão não tem idade ), rejeitados, complexados, depressivos, enfim, todo o público-alvo das empresas de bebidas alcoólicas. Eles ficam ali na porta do banheiro feminino (!!!) curtindo aquele cheiro de pinho sol com xixi enquanto mandam ver no décimo copo de álcool. Aí fazem a alegria das AMIGA-INHAS quando bolinam as meninas com cantadas grotescas ou se jogam em cima das passantes. No começo da balada até dá para entender as coisas idiotas que o tipo fala, mas lá para o meio da noite, eles tomam sua forma real, a de ANTAS, e passam a emitir apenas grunidos. No fim da noite, eles não terão "catado" ninguémporque quando alguma AMIGA-INHA ia aceitar a "corte" do tipinho, ele desmaia e vai atrapalhar o sono de algum residente de plantão no HOSPITAL DAS CLÍNICAS: coma alcóolico.
5. A PESSOA EM DIA "FUN FOR ME"
Suas vestimentas são adequadas e ele vai abilolar na pista com um bom humor de dar gosto!!! Conhece todas as músicas e sabe exatamente o que fazer com braços, cabeça, pernas, ! Não fica bêbado apesar de beber boas doses de álcool. Se você estiver a fim, ele vai adorar dançar com você. Tem um ótimo papo e é super educado e gentil: abre passagem, entra na muvuca do bar para comprar bebida para você e te ajuda a prender aquela mecha de cabelo que cai insistentemente em seu rosto. Enfim, ele é o par perfeito para uma balada. Ah...sim, claro que ele é gay!!!
Gostaria de agradecer as mensagens de apoio que muito levantaram meu astral!Estou bem agora e com o coração reconstruído!
Não há mais desculpas
Você vai ter que me entender
Quando olhar pra trás
Procurando e não me ver
Chegou a hora de recomeçar
Ter cada coisa em seu lugar
Tentar viver sem recordar jamais
E se a saudade me deixar falhar
Deixar o tempo tentar te apagar
Te ligar de madrugada sem saber o que dizer
Esperando ouvir sua voz e você nem me atender
Nem ao menos pra dizer
Que não vai voltar
Não vai tentar me entender
Que eu não fui nada pra você
Que eu deveria te deixar em paz
Eu já não sei mais
Não sei viver sem ter você
Hoje eu queria te esquecer
Mas quanto mais eu tento mais eu lembro
Não sei viver sem ter você
É difícil de aceitar, recomeçar do zero
Levantar e caminhar
Perceber que quem se ama
já não se importa com você
E acordar sozinho ouvindo o som da sua TV
Chegou a hora de recomeçar
Acreditar que pode ser melhor assim
Tentar crescer, fingir feliz
Te deixar para depois, a cada dia que eu morrer
Espero que você morra DOIS
Se eu ligar de madrugada sem saber o que dizer
Esperando ouvir sua voz e você nem me atender
Nem ao menos pra dizer
Preciso reaprender a viver pra esquecer
Pra te esquecer

Foto:João Vinhas Reis
"A vida são deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas !
Quando se vê, já é sexta-feira .
Quando se vê, já é Natal ..
Quando se vê, já terminou o ano ...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida ...
Quando se vê, passaram-se 50 anos !
Agora, é tarde demais para ser reprovado ..
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas .....
Seguraria o meu amor, que está há muito à minha frente, e diria eu te amo...
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter alguém ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente... Não voltará mais."
Mário Quintana

UM DIA DE MODESS ...
(Texto de Luís Fernando Veríssimo)
Passei por duras provas para conseguir meu diploma na escola da vida. Mas,para entender as mulheres é preciso um estágio. Nesse quesito, eu sou um entusiasta da filosofia gelol: "Não basta ter pau, tem de participar!!!!"
Por isso, aceitei o desafio de passar um dia com um modess na cueca.
A primeira menção do assunto modess me causa uma vontade irracional de gargalhar. Pois eu resolvi que já era hora de encarar esse trauma de forma mais íntima.O primeiro passo foi comprar a pequena fralda na farmácia. Isso foi fácil.
Na verdade, foi até divertido.Fiquei torcendo pra mulher do caixa perguntar, e eu responder de forma bem
"casual": "É pra sua namorada????"
"Não. É pra mim!!!!"
Só que ninguém nem tchuns, o que prova que as meninas ficam constrangidas à toa. Na verdade, menstruar é uma parada normal. Acontece nas melhores famílias.Comprei um não-sei-o-que "mini".
Não ligo pra grifes, ainda mais de modess. Mas nesse caso, o que importava era o tamanho. era mini. Porque, se é pra eu fazer esse papel de usuário de absorventes, pelo menos que eu não passe por arrombado.
A diferença de bitola entre o mini e o super é significativa, o que me fez pensar sobre como algumas mulheres são maiores que as outras... bom.Comprei também um tablete Valda pra dar uma dechavada básica e fui pra casa
realizar o sacrifício que me tornaria um membro da classe masculina mais compreensiva com o sexo oposto.
Chegando em casa, fui tentar abrir o pacote. Impulsivo por natureza, o homem não se dá ao trabalho de procurar linhas pontilhadas e, assim sendo, comecei abrindo errado. abertura na horizontal tem um porquê, se adapta melhor à bolsa e deixa o absorvente mais à mão no caso de uma enxurrada inesperada.Mas eu ignorei, pois não uso bolsa.
Ao retirar a peça do invólucro, você tem de descolar uma abinha para grudar na roupa íntima.
Se a menstruação em si não lhe deixar "incomodada", essa almofada intrusa no seu chakra genital com certeza vai.
Calculei que o centro do modess ficasse na altura da "terra de ninguém", de forma que ele não invadisse o território peniano. O saco reclamou um pouco,já que não se tratava de uma cueca duplex com teto solar.
Um pouco de paciência e um pequeno remanejamento espacial e tudo estava resolvido.
A primeira coisa que se pensa ao compor o modelão usando absorventes externos é:"Será que está marcando?"
Por isso é essencial que você faça tudo com a companhia de um aliado.Assim, você vai poder contar com um correspondente nos países baixos, que vai lhe avisar caso o modess cisme em querer se destacar na sua bunda.
Ao sair de casa, fingi que não tinha um objeto parasitário ultrajando a minha intimidade.
Mas parece que está piscando um outdoor na sua testa avisando "estou de chico".
E eu nem tava!!!!
Que absurdo...
Até encontrar seu aliado(a), é sempre bom dar uma conferida nos reflexos que você encontrar pelo caminho, como espelhos e vitrines, pra ver se está marcando.
Foda-se a queda na bolsa de Tóquio ou a reforma ministerial. Que importa é que ninguém perceba que você está naqueles dias. E a preocupação é uma constante.
Não dá pra esquecer que seu fundilho está acolchoado. Ao final de minha jornada, foi um alívio tirar o cuecão e zunir o modess no lixo.
Claro que eu tive o cuidado de dobrá-lo e escondê-lo no canto do lixo, antes, envolvendo com muito papel higiênico para que ninguém se deparasse com aquele objeto indesejável depois do almoço. Daí eu entendi por que às
vezes tem um montinho de papel enrolado num canto da cestinha do banheiro.
Iuch! Se eu tivesse de usar isso a cada ciclo, ia ter uma crise pré-menstrual que ia durar uns trinta dias por mês.
E as mulheres nem ganham adicional por insalubridade.
VOCÊS SÃO HEROÍNAS... AMO, ADORO VOCÊS MULHERES MARAVILHOSAS!
Agora dá para entender um "pouco" essa tal de TPM!!!!! Aprendi a ser MAIS
compreensivo com vocês.
Sintam-se todas acariciadas por mim nestes períodos...
Tres amigos encontram um gênio de Aladim,que lhes diz:
-Sou um genio expresso,posso lhes conceder já um desejo ,mas apenas um,o que querem
o primeiro pede:
Eu quero ser imensamente rico.
Muito bem,vá ao banco,peça seu saldo e verás...
O segundo pede:
Eu quero parecer um galã de cinema.
Pois bem,vá a tua casa e olhe-se no espelho.
O terceiro pede:
Eu quero ser tremendamente inteligente.
O gênio lhe pergunta:
Não te importarás de menstruar????
Pessoal,estou muito sem tempo para postar...tentarei voltar mais tarde...
bjs
Lu

Foto:Parts de Carla Maio
ENCERRANDO UM CICLO(Paulo Coelho)
“Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que
o que passou, jamais voltará.”
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos — não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração — e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa — nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
E-mail: paulo@paulocoelho.com.br
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